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domingo, 1 de abril de 2012

DEPOIS DE 08 ANOS NOS MUNDOS DAS DROGAS, SE LIBERTOU E HOJE É AGENTE DE SAÚDE..

Atendendo aos pedidos, vamos apresentar algumas postagens relacionadas ao terrível mundo das drogas. Hoje, apresentaremos um depoimento longo e completo de um ex-usuário de drogas de Poção de Pedras. Leiam e faça suas reflexões de como é por dentro o universo atroz do vício das drogas.

Fui usuário, traficante e vendedor de drogas em Poção de Pedras durante 8 anos.

Aos doze anos, eu era uma adolescente normal, não gostava de estudar, mas ia todos os dias para escola, jogava bola, brincava, tinha meus coleguinhas de brincadeiras.
Foi nessa idade, 12 anos que fumei o meu primeiro cigarro. Foi numa brincadeira de colegas da escola, mas também estava com muita curiosidade de saber como é fumar e que gosto tinha o cigarro.
Fizemos uma espécie de desafio para ver quem conseguiria tragar um cigarro, soltando fumaça pelo nariz ou falar sem deixa que a fumaça saísse pela boca.
Nessa brincadeira de meninos, comecei a gostar de fumar cigarro comum aos 12 anos, no ano de 1987.

Depois, não foi difícil passa para vícios ainda piores. Alguns meninos já usavam a maconha e me incentivavam a também fumar ela.

Diziam eles que era para fazer uma “viajem” ou a maconha fazia a gente perder o medo na hora de dar em cima das meninas. Para ser legal, bacana, tinha que usar a maconha! Eu fumei, e sentia aquela “viaje”, o mundo rodava em minha volta, ficava loucão e gostava daquela sensação.
Daquele dia em diante, passei a consumir todas as drogas que apareciam: cola, comprimidos, rupinol, diazepam, e outras. Alguns colegas aplicavam lama de esgoto na veia e ficavam violentos, completamente alucinados! Álcool era café pequeno, mas eu bebia muito também.
Quando não tinha essas drogas, agente mesmo criava drogas para matar nosso vicio. Lembro que misturávamos cachaça da terra com cinza de cigarro, comprimidos e tomava aquilo o dia inteiro. O efeito daquela mistureba era “doido de mais” - Ó cara ficava beleza! ó doido!
Estava amarrado as drogas, completamente dependente, já não era mais uma brincadeira. Essa é a parte mais triste do vício. Eu precisava manter o vicio, cheguei à procura trabalho, mas com o meu aspecto de drogado ninguém me deu serviço, então passei a furtar, roubar, mentir, pegar objetos de dentro de casa, para manter o meu vício de drogas, vendi minhas próprias roupas do corpo. Vendi o que tinha. Só pensava em ficar ligado!
Quando amanhecia o dia o meu primeiro café da manhã era um cigarro de maconha bem cedinho. Depois escovava os dentes, merendava. Antes do almoço outro cigarro de maconha. À tarde outro, antes do jantar outro, e por volta das vinte uma horas outro. Era essa a minha rotina de viciado na erva maldita! “Doido pra andar chilado era assim mesmo!”
Nos meus longos anos de usuário de drogas em Poção, tínhamos nossas gírias, veja algumas delas: os policial era chamados de cães, forma ou homens de botas; armas de fogo chamávamos de berro; faca ou facão era chamado naife; camisa era peita; calça, ganso; para perguntar a um colega se ele tinha maconha na gíria, dizíamos: “tu tem uma bia ou um fino”. Isso no meio do povo e eles nem desconfiavam. Para pedir algo a alguém, era queixar ou “Eu quexei  um celular do Carlinhos”.
De usuário de drogas passei traficar e vender drogas em Poção de Pedras. Eu comprava maconha nas Aldeias dos índios em Barra do Corda e depois revendia em Poção de Pedras. Foram assim os meus oito anos no meio do submundo das drogas com turmas prontas para qualquer coisa. Nunca fui preso, mas fui interrogado, passei uma semana andando para o fórum de nossa cidade para ouvir palestra com medico, promotor, juiz, pastores e até freiras.
Em 1999, lá pelo mês de abril, tomei uma decisão que transformou a minha vida. Eu aniversariava no dia 6 de abril. Fiz o meu aniversário em casa, no fundo do quintal. Convidei os colegas que faziam parte da minha turma da pesada. Entraram pelo beco da casa. Já era noite e muita gente tinha chegado: mulheres, homens e lá rolou de tudo: bebidas, maconhas, muitas drogas, e drogas de todos os tipos.

Minha pobre mãe não dizia mais nada, ela não tinha mais nenhum domínio sobre mim. No começo ela fez de tudo para me salvar das drogas, mais não conseguiu, perdeu as forças. Ela estava sozinha em nossa criação. O Meu pai nos abandonou quando eu tinha 6 anos de idade. Mas o amor de minha mãe era tão grande por mim, que votava em um vereador advogado só por prevenção. Naquele dia, ela me ajudou a comprar a bebidas! Serio fiquei até assim, pensando: “como pode a minha mãe comprar bebidas para mim?” Mas depois fiquei sabendo, aquela festa foi a minha despedida do mundo das drogas”.
Naqueles anos de dependência aconteceram muitas coisas ruins comigo: tinha tentado me matar duas vezes. Minha irmã acabou no hospital graças a um murro que dei nela. Estava louco, fora de si, desesperado por drogas! As pessoas tinham medo de mim, não tinha confiança nem de entrar em minha casa para tomar um copo d’água. Cheguei ao fundo do poço. Achava que o melhor para mim era morrer, pois todos diziam que o mundo das drogas não tem volta, e que a saída era mesmo a morte!
As famílias de Poção de Pedras tinham medo de mim. Não deixavam que seus filhos ficassem tarde da noite fora de casa. Diziam que a minha turma andava armados e pegava quem vinham pela frente. Infelizmente pegaram uma mulher e fizeram coisas horríveis com ela, que na gíria chamávamos de pinçar.
Eu já tinha passado por muitos momentos difíceis, mais como aquele depois do meu aniversario, não. Era semelhante a uma depressão. Naqueles dias eu, não conhecia nem que era depressão, hoje sei os sintomas. Fiquei com um vazio dentro de mim, uma angustia que me dava vontade de chorar.
Eu andava na casa do Dr. Elias, era uma das poucas casas que me deixavam entrar; os seus dois filhos falaram de Jesus pra mim e aos meus colegas de vícios. Os filhos do Dr. Elias me deram o Novo Testamento que logo no começo tinha um versículo escrito que dizia assim: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia Nele e tudo Ele fará”. – Salmos 37:5. Eu não entendia o que estava escritos naquele livro, mas lia o livro a noite mesmo sem entender.
Um dia, deitado no sofá, pensando na vida, refletindo em minhas angustias, minha solidão, no vazio do meu coração, parece um absurdo, mas ouvi uma voz meiga e suave dizendo: “Eu te amo!” E repentinamente comecei a chorar, mas era um choro compulsivo e que parecia não ter fim.
No dia 14 de abril de 1999, fui para a balada como de costume. Isso era muito normal, a festa era na boate do Zé Flor. Ocorreu que lá tinha uma Igreja bem próximo da boate. A porta da Igreja estava aberta, havia louvores lá dentro, isso me chamou atenção e acabei parando. Comecei a olhar para dentro da igreja, para os irmãos que pareciam muito felizes com seus louvores. Não saía do lugar, fiquei olhando pra igreja e também para a boate e dentro de mim, parecia que havia estourado um conflito: deseja ir me diverti na boate, mas também almejava entrar na igreja. Um dos irmãos percebeu o meu interesse e me convidou para entrar. Fiquei confuso, indeciso, estava pronto para dizer “não, e de repente estava sentado em um dos bancos da igreja. Assisti o culto sem entender nada, mas me sentia bem em estar ali. Era o propósito de Deus agindo em minha vida! Depois de cantarem e louvarem a Deus, um dos pastores pregou a palavra de Deus e fez o convite: “Quem quer entregar o seu caminho para o Senhor!” Fiquei ouvindo aquele convite e veio lembrança do versículo do Novo Testamento: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia Nele e tudo Ele fará” Eu levantei e fui a frente, sozinho, ninguém me pressionou, nem pegou nas minhas mãos. As pessoas que estava no culto me abraçaram. E eu sem entender, por que me abraçavam: não é mais o meu aniversário, então por que me abraçam? – questionava a mim mesmo.
Jesus me tirou do vício!
As notícias correram muito rápidas, e quando voltava para casa, depois do culto, numa esquina, havia uma turma de jovem que não falavam comigo, mas naquela noite eles falaram comigo e isso me deixou impressionado. Os jovens me fizeram a seguinte pergunta: Você vai ser crente e eu respondi-lhes que sim. Surpreendeu-me aquela intimidade dos jovens que antes tinham medo de mim. Fiquei muito feliz e de fato, não voltei a usar mais drogas desde aquele dia, e hoje sou um servo do Senhor.
Resumindo: comecei a usar drogas aos 12 anos, larguei o vicio aos 20 anos e hoje tenho 33 anos de vida, completamente liberto do mundo das drogas. Dependência química tem cura sim, mas o bom mesmo é não entrar nesse caminho terrível das drogas!
13 anos livre do vício, foi Deus!

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