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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

AGENTES DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO, FAZEM PARALISAÇÃO DIGNA DE APLAUSOS.


Agentes comunitários realizam mobilização histórica no centro de São Paulo

Primeira grande paralisação culminou em reunião surpresa com o Sindhosfil

Agentes comunitários de saúde, agentes e combate às endemias, agentes de promoção ambiental e acompanhantes comunitários de todas as regiões da cidade de São Paulo realizaram ontem (27/08) uma grande manifestação para reivindicar, entre outras coisas, 19% de aumento salarial sobre o atual piso da categoria, que é de R$ 1.100,00

Cerca de 2 mil trabalhadores se reuniram no vão livre do Masp, na Av. Paulista, por volta das 10h e, em seguida, partiram em passeata até a sede do Sindhosfil (Sindicato das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Filantrópicos do Estado de São Paulo), que fica na rua Líbero Badaró. Da Paulista, a categoria seguiu pela Av. Brigadeiro Luís Antônio até o Largo São Francisco. Depois os agentes seguiram pela rua José Bonifácio até a Praça Patriarca e se concentraram em frente a prefeitura, no Viaduto do Chá. Ali permaneceram por alguns minutos e só então se dirigiram para a frente da sede do Sindhosfil.

Durante a travessia, diversos outros agentes se uniram à passeata e o total de pessoas se aproximou de 5 mil. Além do tradicional “Agente unido jamais será vencido”, outras palavras de ordem se somaram à euforia e empolgação da categoria, como “Ah, ah, ah, a Paulista é nossa!”, “Hoje não tem VD (visita domiciliar)”, “Isalubridade”, entre outros.

Juntou-se à diretoria do Sindicomunitário e aos agentes o presidente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), Paulo Sabóia, e outros integrantes da central sindical.

Francisco Edivan Rolim, diretor do Sindicato da Alimentação de São Paulo, também marcou presença e ajudou a conduzir a manifestação desde o início, na Av. Paulista, até a sede do Sindhosfil. A entidade também contribuiu generosamente com um carro de som, que foi fundamental para mobilizar e organizar a passeata. Edivan se solidarizou com a luta dos agentes comunitários e, durante todo o trajeto, além de animar os agentes, ainda explicava à população o motivo da mobilização e qual o trabalho desempenhado pelos agentes comunitários.

Após a pressão em frente ao Sindhosfil, os patrões decidiram chamar representantes da categoria para “conversar”. A mobilização acabava de garantir sua primeira vitória, que era realizar nova negociação, o que, até então, estava sendo “empurrada com a barriga” pela entidade patronal.

O presidente em exercício do Sindicomunitário, Carlos Alberto Santos Gualberto, decidiu convidar o diretor da região sul, João Paulo de Souza, e o presidente licenciado, José Roberto Prebill, que decidiu acompanhar de perto a manifestação (uma vez que ele também é agente comunitário de saúde), e foram ouvir o que a diretoria do Sindhosfil tinha a dizer. Carlos Alberto nomeou o companheiro João Paulo para presidir a comissão de negociação.

Intimidação

Para a surpresa da diretoria do Sindicomunitário, uma agente comunitária de saúde mostrou a todos, durante a manifestação em frente ao Sindhosfil, uma carta distribuída no dia anterior pela ASF – Associação Saúde da Família, que procurava intimidar os trabalhadores com ameaças. O comunicado orientava seus funcionários para que furassem a paralisação de 24 horas. Caso contrário, a participação na manifestação organizada pelo Sindicomunitário seria considerada falta injustificada.

A ASF, com essa atitude, contrariou as orientações do próprio Sindhosfil, entidade patronal que a representa. O sindicato patronal reconhece o direito de greve e garantiu que orientaria as organizações sociais (OS) por ele representados que não penalizassem nenhum trabalhador por causa da paralisação.
E as ameaças continuaram. Outras OS, no dia seguinte à manifestação, comunicaram seus funcionários que teriam dias descontados por conta da participação na greve.

“Qualquer retaliação por parte das parceiras contra qualquer agente que tenha participado de nossa passeata nós não iremos deixar barato”, diz Carlos Alberto. “Se um único agente for penalizado por isso ou demitido, realizaremos novas manifestações em frente a OS que praticou essa flagrante ilegalidade. Isso além de acionar nosso Departamento Jurídico para mover ação trabalhista contra a OS”, afirmou.

Nova assembleia

“Eles disseram que estão avaliando uma nova proposta e que terão uma mesa redonda para discutir nossa situação”, revelou Carlos Alberto à categoria assim que a reunião terminou. “Estaremos divulgando para a categoria a nova proposta do Sindhosfil assim que tivermos uma posição”, comunicou.

A nova proposta apresentada pelo Sindhosfil será repassada à categoria em nova Assembleia Geral Extraordinária, que será realizada na manhã deste sábado, dia 30/08, no salão da Igreja Nossa Senhora da Paz, na Liberdade.
“Ainda não sabemos qual será a proposta, mas de uma coisa temos certeza: dependendo do que oferecerem e do que a categoria decidir, a greve poderá continuar”, avisou Carlos Alberto.



Imprensa

A manifestação foi tão grande que chamou a atenção da imprensa. Pelo menos duas grandes emissoras de televisão foram até a rua Líbero Badaró para entender o que estava acontecendo.

A Globo, em transmissão ao vivo, levou imagens de helicóptero em sua primeira edição do jornal SPTV.

Repórteres da TV Gazeta e da Globonews também estiveram no local e cobriram a manifestação em frente ao Sindhosfil.

Enfim, foi uma manhã gloriosa para os agentes da capital paulista. “Os agentes comunitários acordaram e, a partir de hoje, todos passaram a saber que não somos fracos ou desunidos. Somos uma categoria forte e importante, que merece ser respeitada”, finalizou Carlos Alberto.


ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

DIA 30/08, NA IGREJA NOSSA SENHORA DA PAZ, A PARTIR DAS 9HS

Endereço: Rua do Glicério, 225 – Liberdade

NÃO DEIXE DE COMPARECER!!!

Vamos decidir se aceitamos a proposta do Sindhosfil ou se

A GREVE CONTINUA !!!!

__________________________________
Erick Vizoki
Assessor de Imprensa
11 3311-8521 | 11 3313-7495


Crédito das fotos: Erick Vizoki/Sindicomunitário

Um comentário:

mario silva disse...

Venho denunciar uma prática ilegal perpetrada pelos atuais gestores da Secretaria Estadual de Saúde Pública. Os servidores estaduais da Saúde recebem uma gratificação de estímulo à produtividade, que está regulamentada na a Lei estadual n. 9.158/2008. Essa lei é clara ao definir e limitar o número de pontos que cada servidor terá direito (anexo 1 dessa lei). Contudo, desde o ano passado, o atual Secretário atribuiu a si mesmo 10 pontos de produtividade, 5 a 8 pontos para os Coordenadores, e, com relação a um número inestimável de servidores, atribuiu pontos conforme critérios de “amizade”. Os senhores poderão verificar isso facilmente através de simples cálculo aritmético. Basta confrontar a remuneração definida em lei pelo plano de carreira dos servidores da saúde, com a remuneração que esses servidores recebem na prática (através do site de transparência http://www.portal.rn.gov.br/ergoninfo/Remuneracao.asp). Na verdade, basta confrontar a remuneração do alto escalão (secretário, coordenadores, subcoordenadores, etc.).
Inclusive, tamanho é o descaso e escárnio com a Lei que é possível que se os senhores interpelarem diretamente qualquer dos gestores ou seus subordinados diretos, eles mesmos confirmem que, por exemplo, os Coordenadores recebem 5 pontos de produtividade e que os Secretários recebem 10 pontos... o tema é tratado com naturalidade, como se existisse respaldo legal e quase todos os servidores estão cientes de que existe um tratamento "diferenciado" de remuneração... .
Por fim, imaginem o absurdo... O gestor da SESAP/RN tem o poder de aumentar seu próprio subsídio... basta se atribuir quantos pontos de produtividade forem suficientes para atender seus interesses... é lamentável.
A Saúde Pública em calamidade e o Secretário se apoderando dos recursos públicos e distribuindo-os conforme seus interesses!